Relação entre duas variáveis
Dados reais raramente ficam perfeitamente alinhados como nas tabelas de laboratório. Um diagrama de dispersão ajuda a enxergar se duas variáveis crescem juntas, uma cresce enquanto a outra diminui, ou se não há relação visível entre elas.
Nem sempre uma reta perfeita
Um diagrama de dispersão marca no plano cartesiano cada par de valores observado para duas variáveis diferentes. Ao contrário das tabelas artificiais das aulas anteriores, dados reais costumam ficar espalhados — mas ainda assim é possível enxergar uma tendência geral.
Três padrões são comuns: correlação positiva (quando uma variável cresce, a outra também tende a crescer), correlação negativa (quando uma cresce, a outra tende a diminuir), e ausência de correlação (os pontos parecem espalhados sem nenhum padrão visível).
Horas de estudo e nota na prova
Um professor registra, para 6 alunos, quantas horas cada um estudou e a nota que tirou na prova.
| Horas de estudo | Nota (0–10) |
|---|---|
| 1 | 4,5 |
| 2 | 6,0 |
| 2 | 5,0 |
| 3 | 7,0 |
| 4 | 7,5 |
| 5 | 9,0 |
Tendência geral: mais horas de estudo aparecem associadas a notas mais altas — mas não perfeitamente: dois alunos estudaram 2 horas e tiraram notas diferentes (5,0 e 6,0).
Isso é uma correlação positiva: a tendência existe, mesmo sem cada ponto obedecer exatamente uma fórmula.
Onde relacionar duas variáveis trabalha
Comparar duas grandezas observadas na prática, mesmo sem uma fórmula exata, ajuda a entender e prever tendências.
Três perguntas, correção na hora
Para levar adiante
Desafio
Pense em duas grandezas do seu dia a dia (por exemplo, tempo de sono e disposição no dia seguinte). Você esperaria uma correlação positiva, negativa ou nenhuma correlação entre elas? Justifique.
Próxima aula
Mesmo sem uma fórmula exata, é possível traçar uma reta aproximada que resume a tendência dos dados espalhados. É o assunto da próxima aula.