Deformações em mapas
Todo mapa mente um pouco, e o mais famoso deles mente bastante sobre os tamanhos. Entender que tipo de deformação cada projeção carrega evita conclusões erradas, como achar que a Groenlândia é do tamanho da África.
Escolher qual verdade preservar
Como toda projeção distorce, cada mapa faz uma escolha: o que manter fiel e o que sacrificar. Uns preservam as formas e os ângulos, úteis para navegar. Outros preservam as áreas, úteis para comparar o tamanho dos países. Nenhum consegue os dois ao mesmo tempo.
Saber qual escolha um mapa fez é o que separa a leitura ingênua da leitura crítica. O mapa não é neutro: ele foi projetado com um objetivo.
Formas certas, tamanhos errados
A projeção de Mercator, a do mapa-múndi mais comum, preserva as formas e os ângulos, o que a tornou perfeita para a navegação. O preço é alto: ela infla as áreas cada vez mais conforme você se afasta do equador em direção aos polos.
O exemplo clássico: no mapa de Mercator, a Groenlândia parece do tamanho da África.
Na realidade: a África é cerca de 14 vezes maior que a Groenlândia. A projeção inflou a região próxima do polo.
A forma dos países fica certa, mas comparar tamanhos nesse mapa leva a erros grosseiros.
O mapa certo para a pergunta certa
Não existe mapa melhor em geral: existe o mapa mais adequado a cada uso.
Três perguntas, correção na hora
Para levar adiante
Desafio
Abra um mapa-múndi de Mercator e compare visualmente a Groenlândia com a África. Depois procure os tamanhos reais em km² e calcule quantas vezes a África é maior. Comente a diferença.
Feche o ciclo
Você fechou a trilha de Geometria do 3º ano no 4º bimestre: geometria esférica, projeções e deformações em mapas. Volte ao Portal para revisar o bimestre inteiro.