2ª série · Matemática · Funções · Aula 2

Exponencial em finanças

Juro sobre juro. É essa frase que transforma finanças em matemática exponencial. No laboratório, você aplica um capital, escolhe a taxa e o prazo e vê o montante crescer mês a mês, sempre à frente do juro simples.

MS.EM13MAT3043º bimestreJuros compostos

Juros simples somam, juros compostos multiplicam

No juro simples, você ganha sempre a mesma parcela sobre o valor inicial: uma soma repetida, crescimento em linha reta. No juro composto, o rendimento de um período passa a render também no seguinte. O juro incide sobre o juro.

Esse detalhe transforma a conta numa função exponencial. Se um valor C rende uma taxa i por período, depois de n períodos o montante é M = C · (1 + i)ⁿ. O fator (1 + i) se repete a cada período, como a base de uma exponencial.

Veja o dinheiro render sobre o rendimento

Escolha o capital, a taxa mensal e o número de meses. As barras mostram o montante mês a mês, e os painéis comparam o resultado composto com o que o juro simples daria.

Montante composto
-
Se fosse juro simples
-

O tempo é o melhor amigo do juro composto

Quanto mais períodos, maior a distância entre o simples e o composto, porque o composto acelera.

Nos dois lados do balcão A mesma fórmula explica por que um investimento de longo prazo rende tanto e por que uma dívida de cartão sai do controle: as duas seguem M = C · (1 + i)ⁿ. Entender isso ajuda a decidir onde guardar e o que evitar dever.

Perguntas com correção na hora

Para levar adiante

Desafio

No laboratório, aplique 1000 reais a 10% por 3 meses e confirme o montante 1331. Depois compare com 2000 reais a 5% por 3 meses e veja a diferença para o juro simples.

Próxima aula

Sequências que multiplicam por um fator fixo têm nome: progressão geométrica. A próxima aula abre esse assunto, irmão direto da exponencial.

O que é uma PG →